quarta-feira, setembro 24, 2008

Pensado no tempo 2007

Deus não vê camisolas. Só vê o jogo do jogador. Portanto, jogo limpo.
Joga com Deus como gostarias que Ele jogasse contigo.
Joga com os outros como gostarias que eles jogassem contigo.

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São os actos, o agir humano, que fundam o ser do mundo, aquilo que o mundo é para nós.
As palavras são meras imagens, ilusões ou desejos, para tornar este mundo mais pessoal, mais à nossa medida individual. Mas o mundo é a totalidade do agir humano. O mundo humano é distinto, mas subordinado ao mundo natural. Não perceber isto é apostar na catástrofe. É pensarmo-nos como deuses que dominam a realidade, a natureza. Sem ser uma entidade ou uma consciência, a natureza tem mais poder e mais possibilidades do que a imaginação conjunta de todos os seres humanos.
A prova disto reside na própria relação entre nós e a natureza, dependemos dela e a ela estamos subordinados em último grau.

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Temos de escolher as regras pelas quais vivemos. Cada um de nós. Não há na realidade escolhas impostas. Escolhemos viver num mundo de favores e preferências ou num mundo de direitos e igualdade. Mas a contradição faz parte da nossa natureza, somos imperfeitos. Superar a contradição depende do nosso querer aperfeiçoarmo-nos. Depende da consciência. Mas nunca seremos perfeitos. Aceitar a imperfeição não equivale a desistir do aperfeiçoamento. Significa que o caminho é longo e cheio de contradição. O caminho fácil é aquele em que pensamos que estamos a caminhar sózinhos, que os outros não importam. Mas somos uns para os outros os caminhos que temos de percorrer. O desafio são os outros, que são pedras no nosso caminho. Ou apoio solidário. Somos pedras ou apoios?

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