quinta-feira, outubro 16, 2008

Vontade interior e vontade exterior

Podemos fazer esta distinção, já antiga na história do pensamento humano: a vontade exterior, fruto da sociedade, da cultura, da natureza que nos rodeia e da que está em nós; e a vontade interior, uma capacidade de reflexão e decisão pessoal, alicerçada num método racional e em princípios universais. Ambas as vontades interagem. São uma experiência em evolução no tempo. E a pessoa que somos germina dessa experiência emocional presente e racional que se projecta no futuro.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Marcus Aurelius

Dig deep, the water - goodness - is down there. And as long as you keep digging it will keep bubbling up.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Pensado no tempo 2007

Deus não vê camisolas. Só vê o jogo do jogador. Portanto, jogo limpo.
Joga com Deus como gostarias que Ele jogasse contigo.
Joga com os outros como gostarias que eles jogassem contigo.

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São os actos, o agir humano, que fundam o ser do mundo, aquilo que o mundo é para nós.
As palavras são meras imagens, ilusões ou desejos, para tornar este mundo mais pessoal, mais à nossa medida individual. Mas o mundo é a totalidade do agir humano. O mundo humano é distinto, mas subordinado ao mundo natural. Não perceber isto é apostar na catástrofe. É pensarmo-nos como deuses que dominam a realidade, a natureza. Sem ser uma entidade ou uma consciência, a natureza tem mais poder e mais possibilidades do que a imaginação conjunta de todos os seres humanos.
A prova disto reside na própria relação entre nós e a natureza, dependemos dela e a ela estamos subordinados em último grau.

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Temos de escolher as regras pelas quais vivemos. Cada um de nós. Não há na realidade escolhas impostas. Escolhemos viver num mundo de favores e preferências ou num mundo de direitos e igualdade. Mas a contradição faz parte da nossa natureza, somos imperfeitos. Superar a contradição depende do nosso querer aperfeiçoarmo-nos. Depende da consciência. Mas nunca seremos perfeitos. Aceitar a imperfeição não equivale a desistir do aperfeiçoamento. Significa que o caminho é longo e cheio de contradição. O caminho fácil é aquele em que pensamos que estamos a caminhar sózinhos, que os outros não importam. Mas somos uns para os outros os caminhos que temos de percorrer. O desafio são os outros, que são pedras no nosso caminho. Ou apoio solidário. Somos pedras ou apoios?

quinta-feira, setembro 04, 2008

Diferenças



Quando perdemos o direito a ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.

Charles Evans Hughes, juíz norte-americano

terça-feira, setembro 02, 2008

Olhar (de) Novo



Ismael
Como o Mundo Veio a Ser o Que é
Daniel Quinn

Editor: Via Optima
http://www.viaoptima.online.pt/
Nº Edição: 1
Número de páginas: 205
ISBN: 972-9360-07-3

Este primeiro romance de Daniel Quinn foi distinguido com o Prémio Turner Fellowship, e oferece-nos uma perspectiva radical dos valores que orientam o desenvolvimento das sociedades humanas. Através da relação entre um estranho mestre e um discípulo cheio de incertezas, somos levados a uma viagem que se promete iniciática, e que se propõe revelar-nos como o mundo veio a ser o que é. Dá-nos mais uma deixa: acerca de como o mundo se está a tornar no que virá a ser. Mas isto tendo em conta o que o homem é ou pretende vir a ser.



A História de B
Daniel Quinn

Editor: Via Optima
http://www.viaoptima.online.pt/
Nº Edição: 1
Ano de edição: 2006
Local de edição: Porto
Número de páginas: 304
ISBN: 972-9360-36-7

No segundo “romance espiritual” do autor de “Ismael", o padre norte-americano Joared Osborne é enviado à Europa para investigar um pregador conhecido por B, cuja mensagem radical está a atrair um número crescente de seguidores. A tanto está obrigado o padre Osborne por um mandato secular assumido pela sua ordem religiosa: Saber antes de todos os outros da chegada do Anticristo a fim de tentar suprimi-lo e destruí-lo. Porém, desde o início Orborne sente-se espantado e deslumbrado pela originalidade do pensamento de B. Será B apenas um herege – ou ele é de facto o Anticristo enviado para seduzir a humanidade não com maldade e perversão mas com ideias mais atraentes do que as da religião tradicional?

As ideologias impedem as descobertas



O problema mais importante é que as ideologias impedem as descobertas. Todos nós vemos o mundo como queremos que seja e não como é na realidade, porque isso está na nossa natureza. Mas temos de manter em mente que isto é um defeito do entendimento humano e devemos tentar resistir-lhe se pudermos. Ver através das ideologias e descê-las dos seus pedestais é o objectivo da ciência real. Da vida mental em geral, na realidade.
Robert B. Laughlin, Um Universo Diferente, Gradiva, pp.175-176

Aplicável por isso à política, à religião, à arte, à educação, ...

quarta-feira, agosto 27, 2008

A Moral Anarquista



A Moral Anarquista
Piotr Alexeevich Kropotkine

Tradução, notas e prefácio:
José Luís de Sousa Pérez

1ª Edição
Edições Sílabo/Lisboa

Formato 13 x 20 cm
ISBN: 972-618-416-9
Depósito legal: 248169/06
136 páginas
Ano de publicação: 2006

P.V.P.: 7.50 euros

Nesta obra, partindo da observação da sociabilidade presente nas diferentes espécies animais e abordando diversas posições filosóficas sobre a moral, o autor debate-se com os problemas que nos conduzem, em última instância, ao confronto com a própria vocação e destino do Homem, oferecendo uma reflexão indispensável para a compreensão das diferentes épocas que marcaram a grande narrativa da história da Humanidade, assim como dos tempos em que vivemos.
Em A Moral Anarquista, o autor esboça um trajecto onde os grandes problemas e princípios éticos anarquistas são analisados de uma forma clara e precisa, contribuindo para a supressão dos preconceitos que muitas vezes envolvem esta doutrina sociopolítica.

Realidade

Tijilo a tijolo o edifício ergue-se, para que um dia caia, para mais tarde se erguer como outro, o mesmo ainda. Por donde andará o pó dos saurios que um dia se julgaram sapiens? Se conseguíssemos viver catorze mil milhões de anos como catorze segundos e catorze segundos como catorze mil milhões de anos eramos deuses ...
por isso não somos ...